Baixinho Borracheiro trabalhou muito pelo Futebol da Ferroviária e Pinda

Texto: Jornalista João Paulo Ouverney. Reg MTb 20.087. Fotos: Arquivo de família/Ferroviária/Ouverney

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José Ferreira Borges, mais conhecido por “Baixinho Borracheiro”, foi um grande batalhador pelo Futebol da Ferroviária e de Pindamonhangaba, tendo atuado como jogador,  técnico, auxiliar técnico e Diretor em diversos times, desde as categorias de base até adultos.

Mas foi com as crianças com mais ele se identificou, tendo até mantido durante anos, às suas próprias custas,  seu próprio time chamado “Borracharia do Baixinho”.

Participou das comissões técnicas de diversas equipes nos Jogos Regionais e Jogos Abertos com a seleção de Pindamonhangaba.

Gostava também de Carnaval e fez parte do Bloco  Charles Anjo 45 que na década de 70 alegrou e embelezou a Festa de Momo da cidade.

Nasceu em 17/05/1946 em Conceição das Alagoas (AL), signo de Touro, filho de Antonio Ferreira Borges e Maria Maura de Jesus. Teve cinco irmãos: Air, Ionilda, Zilda, Donizete e Dalva. Foi casado e divorciou-se, tendo diversos filhos: Arquimedes, Cristiane (im memoriam), Jeferson, Vanessa, Francine, Helton, Wellington, Matheus (menor) e Dhef (enteado).

Torcia para o Santos, seu lazer era participar e assistir Futebol, foi empresário durante mais de 40 anos. Especializou-se em mecânica hidráulica e pneumática e trabalhou na Dokar Veículos e Coletora Pioneira, por mais de 30 anos.

“Meu pai sempre contava que no final da década de 70, quando a Ferroviária começou a construir a sede própria, ele estava bem financeiramente e doou vários caminhões de terra para o terreno que era muito baixo”, conta seu filho Helton.

“Baixinho Borracheiro” faleceu no dia 8 de outubro de 2016, após uma viva bem vivida e haver ajudado muitos futebolistas a se melhorarem em busca de seus sonhos.

 

TONINHO POÁ

“O Baixinho Borracheiro me buscou em Poá para eu jogar na Ferroviária, disputar o Campeonato Juvenil em 1977, eu tinha 18 anos, fiz um amistoso no Juvenil e o técnico Paulinho Véio falou para ele que eu estava aprovado, mas queria que eu disputasse o Campeonato Amador e aceitei o convite”, conta o ex-craque da Ferroviária Toninho Poá.

“O Baixinho me fez um proposta, que iria falar com meus pais, se eles liberavam eu para morar com a família dele, isso aconteceu e residi com ele durante oito anos, só sai de lá para me casar e constituir minha família. Foi um pai para mim, uma pessoa maravilhosa”, concluiu Toninho Poá.

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