FERROVIÁRIA 90 ANOS – Bloco Os Paturis foi sensação nos grandes Carnavais da Ferroviária

Texto: Jornalista João Paulo Ouverney. Reg MTb20.087. Fotos: Ouverney/Ferroviária/arquivo pessoal

 

O Bloco dos Paturis marcou os grandes Carnavais da Ferroviária nas décadas de 80/90/2000, chegando a ter mais de 100 pessoas e uma fantasia de um “pato”  gigante que dançava o baile todo pelo salão. Quem ficava dentro dele era Roger Zanin, atualmente Conselheiro do clube e grande batalhador pela Chapa 10. Roberto Correard, um dos fundadores do bloco, mais tarde foi Diretor Social da Ferroviária durante vários anos prestando importante contribuição à história do clube.

O bloco nasceu em dezembro de 1987 no restaurante Meu Cantinho (ficava perto da oficina Vitorazzo). Roberto, o irmão Gilberto e alguns amigos trocaram ideias, o bloco se concretizou e já foi para o Carnaval do clube em 1988 com 38 integrantes, conquistando a primeira premiação.

A ideia prosperou, o bloco foi fazendo sucesso e crescendo. No mesmo ano (88) aumentou para 103 pessoas e em  1990 chegou à apoteose, invadindo o enorme Ginásio de Esportes “Tobias Salgado” com cerca de 240 participantes muito animados com suas camisetas rosas.

E diversas novidades foram sendo acrescentadas: o Rei Momo Cabralzão, a Rainha Daniela, Porta-Bandeira Luciana Ferreira, leques, enfeites de mesa em forma de pato, e o patão  construído artesanalmente por Maurício Zanini. A fantasia ficou famosa, era comandada por Roger Zanini, e ganhou o troféu de originalidade.

O bloco se reunia na Praça Marechal Castelo Branco (perto da Quadra Coberta) de onde descia para o clube com bateria e o samba-enredo puxado por Waldir Marron, ex-integrante da Escola de Samba USPP.

A Diretoria era formada por Roberto Correard (Presidente), Gilberto Correard Marcondes, Ricardo Maracini, José Benedito Benega, José Carlos Rodolfo, Ivan Palma da Silva e Roger Zanini (o patão).

A mãe de Robertinho, a bondosa “Dina Cida” era a madrinha do bloco e marcava presença em todos os bailes.

O samba-enredo do Carnaval de 1990 foi composto (letra e música) por Rogério Azevedo “Socó”, ainda hoje atuante no Carnaval local, e abordou o tema Copa do Mundo:

“Neste Carnaval não tem páreo não,

é o bloco dos Paturis

arrebentando a boca do balão.

Na Copa de 90 não tem pra ninguém,

se a Globo é nota cem, os Paturis também.

Na última eleição eu concorri,

eu sou o Bloco do Paturi.

Eh, eh, eh, eh, ah

Eu vou agitar

Eh, eh, eh, eh, ho

Ser campeão na Ferrô”.

 

Robertinho Correard, atualmente, agradece a todos os Presidentes e Diretores que apoiaram o bloco. “Sentimo-nos muitos felizes por haver deixado nossos nomes na história dos 90 anos da Ferroviária, e parabéns à atual Gestão 10 que não deixou o Carnaval de salão morrer e continua mantendo essa linda tradição que – juntamente com o futebol – também sempre caracterizou nosso querido clube”.

Observação: eu, João Paulo Ouverney, era Diretor de Comunicação da Ferroviária nessa época (Presidentes Delvair, Valno e Celso Pupio) e tenho a alegria de haver sido testemunha ocular da gigantesca festa que era o Carnaval de salão do clube. O ginásio e a área da lanchonete/deck ficam lotados, milhares de pessoas que queriam somente se divertir sadiamente. E Os Paturis e outros blocos e foliões com as mais variadas fantasias davam o tom de cores e alegria. Bons tempos!

O Presidente da atual Gestão 10, Leandro Matos, e o Vice-Presidente Julio Piorino, cumprimentam Roberto Correard e todos os ex-integrantes do Bloco Os Paturis por fazerem parte da história do clube.