FERROVIÁRIA 90 ANOS – Lídia Japonesa é associada há 50 anos e tem muita história para contar

Texto: Jornalista Profissional João Paulo Ouverney. Reg MTb 20.087

Fotos: Joao Paulo e acervo de família

 

Lídia Nomoto Leme, filha de japoneses, com 81 anos de idade, sempre foi exemplo de animação e vontade de viver.  Incansável dançarina, deixou sua marca na Ferroviária e em diversos clubes da região, espalhando jovialidade e alegria. Várias vezes foi eleita a melhor foliã dos Carnavais da “Ferrô”.

Nascida em Jataizinho – Paraná – em 3 de agosto de 1938 (signo de Leão), ela é filha de Sussumu Nomoto e Mitsue Nomoto, imigrantes japoneses chegados ao Brasil no navio Kasatu Maru em 18 de julho de 1908.

 

“Tomei gosto pela dança quando eu tinha 13 anos e não parei de dançar até hoje. Em 1970 tornei-me associada da Ferroviária. Casei com o Nelsinho no dia 7 de fevereiro e no dia 8 já estava brincando  Carnaval no clube, que ainda era onde hoje fica o Supermercado Excelsior. E por coincidência, o presidente era  José Prates da Fonseca”, conta Lídia.

 

Ela começou a ganhar troféus de melhor foliã no ano seguinte e hoje ostenta uma grande galeria em sua sala, ainda se destacando nos bailes carnavalescos por sua animação. Quando completou 30 anos de associada foi homenageada pelo clube com um troféu, entregue pelo então presidente Arthur Ferreira dos Santos.

 

Lídia conta que veio para Pindamonhangaba, conheceu o futuro marido que era daqui, Nelson Leme, o “Nelson da Light” que trabalhou até se aposentar na Light, depois Eletropaulo e atualmente Bandeirante Energia.

Seu marido Nelson morreu há 20 anos, e ela tem três filhos: Renato, Nancy e Suzy, e quatro netos, a Ana Flávia, o Mateus, a Vivian e o Rafael

Ela já desfilou  em blocos e escolas de samba, entre eles o Bloco da Academia da Ferroviária.

Há 19 anos ela reúne  amigos e parentes na festa de se aniversário,  vai muita gente, tem churrasco e muito forró com a  Banda Gold, no Mangueirão.

 

Passou por diversos presidentes desde o início. “Gostava muito do Celso Pupio, ele e a esposa Bete sempre me tratavam muito bem e ele dançava sempre comigo”, comenta.